Últimas

Post Top Ad

Your Ad Spot

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Ressurreição



RESSURREIÇÃO

( avoco, para a Musa minha, o 9 de Copas )

para a minha Mãe, Maria Amélia, todo o meu Amor, toda
a minha vida e toda a minha Obra

No palácio infeliz da Desventura,
Eu vi meu coração crucificado.
Monstros, harpias mil…, mas ao meu lado
Carpia uma amorosa criatura.

Era a Mãe!!! Minha Mãe que na fundura
Do seu olhar mais belo do que um prado,
O corpo de seu filho, ensanguentado,
Vira descer à negra sepultura.

«O meu filho! Meu filho tão pequeno!
Pra que eu te tive em mim, se te perdi???
O meu filho me entrega, ó Nazareno!!!»

- Dizia a pobre Mãe, quando eu parti,
Mas diz um Anjo azul, no céu sereno:
«Ó Mãe, não chores mais, eu estou aqui.»

Lisboa, 03/ 05/ 1990

AVE MARIA, GRATIA PLENA

PAULO JORGE BRITO E ABREU

NOTA BENE

Este soneto foi publicado, originariamente, in «AGRICULTURA CELESTE», por
Poetas Lusíadas, 1992. Espera-se, para breve, uma segunda edição.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Post Top Ad

Your Ad Spot