RESSURREIÇÃO
( avoco, para a Musa minha, o 9 de Copas )
para a minha Mãe, Maria Amélia, todo o meu Amor, toda
a minha vida e toda a minha Obra
No palácio infeliz da Desventura,
Eu vi meu coração crucificado.
Monstros, harpias mil…, mas ao meu lado
Carpia uma amorosa criatura.
Era a Mãe!!! Minha Mãe que na fundura
Do seu olhar mais belo do que um prado,
O corpo de seu filho, ensanguentado,
Vira descer à negra sepultura.
«O meu filho! Meu filho tão pequeno!
Pra que eu te tive em mim, se te perdi???
O meu filho me entrega, ó Nazareno!!!»
- Dizia a pobre Mãe, quando eu parti,
Mas diz um Anjo azul, no céu sereno:
«Ó Mãe, não chores mais, eu estou aqui.»
Lisboa, 03/ 05/ 1990
AVE MARIA, GRATIA PLENA
PAULO JORGE BRITO E ABREU
NOTA BENE
Este soneto foi publicado, originariamente, in «AGRICULTURA CELESTE», por
Poetas Lusíadas, 1992. Espera-se, para breve, uma segunda edição.



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